sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Manifesto

O que é compartilhar? Foi o que minha vó perguntou dia desses, assistindo televisão. 
Essa é também a pergunta que eu tenho feito a mim mesmo, nas últimas semanas.

Deixei todo o mato crescer ao meu redor, numa tentativa de buscar, dentro de mim, qualquer sinal de tudo aquilo que sempre fui.

O problema, no entanto, é que não há paredes de pedra, e o que eu sou é o tempo inteiro atingido por tudo o que o mundo é. Eu me perco de mim, eu entro em desespero, eu deixo de aceitar o que sou.

Um problema: medo. 
Medo de não agradar, medo de sonhar, medo de existir. 
Medo de decididamente seguir com o que quero da minha vida.

Foram tempos confusos, apenas navegando num mar de um grande nada. O medo foi dominando, e qual é o sentido que sentir tem? Nenhum, não quando se luta contra o que se é. Quando a tempestade cai em alto mar, o navio se desregula, foge dos trilhos, emocionalmente.

Uma palavra: manifesto.
É momento de ser pontual, de mostrar e compreender pro que é que se veio.
Porque eu não preciso me afligir a cada vez que entro em contato com o mundo, eu também componho o que vem a se chamar universo.
É se desapegar de vínculo inconsistente, sem sentido sentir, para abraçar todas as outras coisas, como a essência da vida.

Muito longe de ser arrogância, se trata de unir forças e assumir o que posso ser.
Porque não preciso que me aceitem ou me incluam, eu finalmente, em silêncio e solitude, me inclui e me aceitei nessa vida. E eu sei que só assim tudo acontece. Porque do contrário, tudo se desfaz no vento.

Ou cai ao chão, como inúmeras folhas.

Folhas que também voam, folhas que captam luz e realizam trocas.

Posso ser folha? Folha vou ser.

É quase meio certo que a realidade não vai mudar, mas como um pontinho do cosmo, eu posso simplesmente me colocar no meu lugar, de nem menos, nem mais: natureza, existência.

E nesse momento, de singela coragem, eu corro, na mais alta emoção possível, em direção ao mar, e salto, sem medo de sentir a plenitude de quem sou, do momento que sou, aqui, agora.

E eu não posso, também, de forma alguma, fingir que nada se passou. 
Se passaram dez anos, e é estranha essa distância física de alguém cujo amor eu sinto tão próximo de mim, batendo no meu peito. 
A falta vai sempre existir, mas seguindo tudo o que você me ensinou, todo o amor que você me deu, e a estrela que você hoje é no céu, eu só sei que eu devo fazer exatamente o que me parece agora: acreditar e transcender. Ser-equilíbrio.

Sem óculos, vejo tudo pequeno e embaçado. Com óculos, vejo a imensidão do mundo, de sonhos, de vida.
Mas que neste infinito eu não fique imersa e sufocada. Toda essa vastidão vai construir ou desmoronar? Só eu quem posso escrever. E eu não quero me expor, quero me expressar. Não quero me desorientar, quero me sensibilizar. Não quero me tornar visível, nem invisível, quero estar consciente da minha existência. Quero agir com carinho com a vida, essa coisa tão frágil e delicada que é.

Esse é o manifesto, a história de como entendí que a história tem a versão que eu contribuí para ser. 
Não será simples, mas será o cultivo do que realmente importa. Depois de correr e pular, a água estará gelada, e a correnteza pode me levar. Mas tendo o meu propósito, eu não corro o risco de me afogar. E assim, minha cabeça surge ao mar, recuperando o fôlego, observando ao redor. Eu abro os olhos, sorrio, e volto a nadar.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Palavras sobre a autenticidade

Quando é possível encontrar um momento de parar, de fugir de qualquer coisa de se chame rotina, é que posso, em silêncio, ousar me perguntar: o que é a realidade? A realidade já existe, os outros criam, inventamos todos juntos, ou posso escolher a minha?

Agora um pouco mais longe de tudo, para não dizer todos, me encontro a sós com minha subjetividade. E no meu íntimo, não preciso de palavras ou imagens  que digam o que é real. Porque ele, por si só, é real. É certo que a partir de uma forma de ver particular, mas que bom.

Singular. É o mínimo que cabe a mim enquanto vivo.
Como eu poderia agir no mundo de outra forma que não fosse buscando o que sou?

Eu aprendi, mesmo, que muito da vida tem a ver com escolhas. E é assim que sigo, sempre escolhendo o que quero fazer, com quem quero estar. Preocupada muito em como poderia afetar aos outros, vou frequentemente deixando coisas, e me deixando.
O que fazer, então, quando chega um ponto em que é preciso escolher entre ser você e ser o que os outros querem? Como estar para os outros quando não estou pra mim, não sou a única coisa que acredito ter de fato, que é a essência de quem sou?

Isso tudo aqui não se trata de desapegar, de buscar o minimalismo, de revoltas. Trata-se, simplesmente, do limite da despersonalização.
Porque eu cansei de não sentir, cansei de não me sentir, cansei de não sentir o mundo. Ou de sentí-lo fora da realidade.

O que é real? É o que existe, e eu existo. É a verdade, aquilo que posso sentir. E eu sinto, basta estar em contato com o que realmente importa.
E no modo como as coisas tem estado, eu não vejo realidade alguma, e muito menos ilusão. 
Por que tenho deixado a alienação me conduzir?
O que estou fazendo? 

Eu sei, mesmo, que muitas coisas dependem menos de mim do que gostaria, principalmente em termos de mudança, no mundo. Mas e o que está ao meu alcance, o que é da minha alçada, o que posso fazer?

Me lembro bem, de uma das minhas caminhadas, de ter visto uma árvore com os troncos todos amarrados. Hoje vejo como ela representa o modo como me sinto, presa ao insensível, sem poder estar com o significativo.

Posso até fazer parte de um inteiro, todo relacionado. Mas eu tenho um mundo também dentro de mim, que existe não por existir, mas para completar o mundo de fora.
Esse mundo meu, por vezes grita, por não suportar, não entender, não expressar. E reclama a mim, que poderia mudar. Esse mundo se mostra sem se mostrar, expõe sem expor, expressa sem expressar, porque só é legítimo aquilo que todos veem, o que é público, o que interage.

Quando eu olho para um teto branco, ele não é só vazio ou alvo, por ele percorre, como na tela de um filme, mil e umas cenas. Porque a vida não acontece só fora, ela vive, e muito mais, internamente, sim.

Fazer acontecer é agir no mundo, que é menos estar em um espetáculo, e mais estar de acordo com nosso propósito.
Melhor um tempo, pra gente se entender e ficar bem com a gente, do que sair por aí, mundo afora, inabalável.

Porque eu prefiro, mesmo, viver com genuinidade, do que nem viver. Ou viver sem vida. Por que o que somos sem o que somos? O que é realidade?

Pra mim, o agora. 
Ser pleno, de verdade.
Preferindo a solitude, que a solidão.
E uma incontrolável vontade de ser, de viver a verdade de quem sou.

Condição atual: voando por sentir todo o amor, toda a magia que há.
Esperando que a queda não seja arriscada demais.

Mas que eu fique à vontade em outros bancos, porque como meu amor me mostrou, todos os bancos são sábios se houver uma grande sábia nele (ou quem sabe um sabiá, cantando bem feliz). 

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Sobre como nascer à espera da morte

Difícil é acordar em um novo dia
E perceber que o pior passou.
Você dorme esperando a morte
E acorda após ver o sol se por.

Difícil é cantar uma triste melodia
Esperando a sua hora dar
E acordar vendo um lindo dia
Da janela do seu lar.

Você sempre acha que entende da vida
Até ela te surpreender -
Quando pensa ter encontrado a solução para o fim
Você ganha, na verdade, um novo amanhecer.

Confuso - Peças que a vida prega.
O diferente, o misterioso, o natural
É hoje o que te move.
Simples, sentimental.

Fácil seria se tivesse percebido antes
Que não há nada de errado em você,
Que este mundo simplesmente não é igual ao seu.
E que você jamais vai viver se o mundo a você não pertencer

Fácil seria se aceitasse que aquele é o fim.
Quando é o fim? Este não há.
Só acaba quando nada mais se sente.
Mas quem protege o seu mundo sempre encontra a paz.

- 2010/1/2 (?)

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Sobre todas as coisas que há em mim (ou um adeus que é mais um até logo, banco sábio)


Eu queria poder escrever mais. Ensaio, invento, produzo palavras e frases na minha mente. Mas não sei porque tanto se perde, e nunca chega até aqui. Andei pensando muito nisso, nessas diferenças entre o interno e o externo, o quanto são verdadeiras, reais, o quanto fazem sentido para mim. Parece ser, então, esse o verdadeiro conflito da minha vida.

Eu fico realmente triste quando dou um grande mergulho interno e vejo tanta beleza aqui. Não como se não houvesse beleza fora, no mundo, mas como deixar transbordá-la? Como deixar que se manifeste? Sinto como se faltasse expressar, botar tudo pra fora, meus sentimentos, pensamentos, ações, escritas, canções, melodias, amor, beleza, quase tudo.

Andei mesmo pensando sobre qual o sentido da vida. O amor foi uma resposta maior. Me contemplou. Mas basta sentí-lo? Como torná-lo potência? Como o amor pode ser uma forma de viver, pensar e agir?
Eu também não sei. Vai ver é uma coisa meio que como a felicidade. Se resumem a momentos. Como a vida.

Na verdade, acho que a grande maioria das coisas estão se acabando, e posso ver melhor. Posso ir com calma. Posso ver dentro de mim.

A mudança me afetou mesmo bastante. Mas. Com todo o semestre e coisas ditas por aí. Fui me deixando afetar, me tornando negligente a mim mesma.

É por isso que teno pensado bastante e acho que até já disse: o que realmente importa?

Porque se a gente não tem um cuidado, a gente passa todo o tempo pensando, se preocupando, buscando mais coisa, a gente não olha pra gente, pras nossas coisas, pro que realmente importa. A gente vai deixando de aproveitar o que tem, e ainda pra perder o sentido.

É tão horrível, todo o vazio, toda essa perdição. A gente vai deixando de saber... Até quem a gente é.

É certo que ninguém sabe dessas coisas exatamente. Mas ter uma noção nunca vai mal pra ninguém. Por exemplo, sei de várias coisas que não sou, e fico louca da vida quando alguém me vem com isso. Uma das poucas supostas certezas era saber quem não era! Já é tão difícil saber quem sou, e me consolo sabendo quem não sou, e alguém vem e mistura tudo isso, tornando minhas poucas certezas em incertezas! Mas andando por aí, a gente também vai abraçando umas coisas que é.

E agora, pensando, tenho que olhar mais pra fora ou pra dentro? Quem sabe igualmente? Falta, então, um equilíbrio? Por que é que às vezes fico olhando pro negativo, e não olho para o positivo? Será que um punhado de positivo não pode afetar por aí e trazer mais positivo? O que realmente importa?

É como ia dizendo, as coisas vão mesmo se ajeitando e acontecendo, mas não dá pra só ir se acostumando, aceitando e ficando... Nem sempre dá só pra ir largando, abrindo mão de tudo, me levando ao vazio.

Um vazio até cai bem, mas meio que momentaneamente. Como agora, no banco sábio, a natureza, o silêncio, a simplicidade. A paz e o amor.

Tem, mesmo, coisas com que só me acostumo, deixo pra trás, e levo tudo tão a sério. Nada pode ser um sopro delicado a espera de que na verdade seja um?

Só é meio difícil também. Os conflitos, como o interno e o externo. Saio do silêncio, vou pra multidão, pro barulho, pra um milhão de acontecimentos. Hiperestimulação. Coisas que nem sei porque que são assim, porque não decidí, e meio que nem nunca quis.

Vou dizendo que é mesmo esse o meu conflito. É bom saber. Mas como vou lidar ou vou lidando, é que não sei. Não queria toda essa ansiedade, toda essa turbulência pra viver. Posso mudar? O que é que eu posso fazer? São coisas que se deram há muito tempo atrás, que me acompanham, embora só me dê conta agora. E é bom saber: isso não é meu, não faz parte de mim.

Nem sei pra onde isso vai, pra onde a vida vai me levar, pra onde vou levar esse escrito aqui. Talvez para o lugar, que contempla sentido; talvez pra qualquer lugar; talvez pra lugar nenhum. E a vida vai correndo um bocado engraçada.

Ainda restam uns dias, mas o ano acabou. E aconteceu muita coisa, mesmo. Que eu até perdí a noção do tempo. Que eu até perdí a noção de mim.

O que é que vou querer, o que poderia ser diferente... Meio que fica pro ano que vem. Talvez seja tempo de aproveitar um pouco mais o que rolou, processar esse tanto que aconteceu. É bom também. Deixar fluir, sentir a beleza as coisas, navegar. Senão, de que valeu? Às vezes é bom fechar uma coisa antes de olhar pra outra. Não sei se consigo, mas eu quero mesmo é tentar.

Talvez seja por isso que eu esteja sentada aqui, no banco sábio, no lugar em que passei a maior parte do tempo. Ou passo, há alguns poucos anos já. Não vou voltar aqui ainda este ano (que eu saiba) e não será (ou não precisa ser, uma despedida. Mas parece que é bom marcar esse momento, que marca tantos outros, que dá tanto significado. E acho mesmo que acredito mais em até logo do que em adeus.

Até logo, banco sábio.


Post scriptum de enlaçamentos e afetamentos:

E foi com você, meu amor, que ví o por do sol, você que me faz sentir espontaneamente todo o amor que existe em mim. Entardecer que me faz ver, no horizonte, luz. Esperança.
E encontro a plena paz, silêncio, calmaria, que habitam em mim e compõem quem sou.

Fui, mesmo, costurando todas as coisas que existem em mim. Com agulha e tantos barbantes, vou produzindo um trançado, que é a vida.
E pensar, mãe, que essa era sua atividade preferida.

É bom ir assim, tecendo alguma coisa, que pode se transformar em beleza ao final, ou pode ser desmanchada e refeita tantas vezes. Tendo a linha, que sou, tranço uma vida que puder sentir.

E faz sim, sentido, falar em amor e em quem se ama, quando se fala em adeus. Me faz pensar em todas às vezes em que ao final de uma ligação disse "tchau" e poderia quase ter sido ouvido um "te amo". Porque talvez fosse mesmo. Ligações que a gente faz pros outros, queridos. Pra gente mesmo. Pra vida.

Olhos banais

São coisas banais da vida, que passam despercebidas por nós, mas que vez ou outra a gente repara nessas coisas e elas acabam fazendo diferença em nossas vidas. Da última vez, eu estava entediada quando reparei em um lindo par de olhos - com certeza os mais lindo que já havia visto. Fiquei encantada, por mais que não soubesse exatamente porque. Todos diziam que eu estava louca, que eram olhos quaisquer... Mas eu sabia que não.

No fim, deixei passar, não me permitiria fazer nada muito fora do normal, não via graça. Contudo, nunca conseguí esquecer aqueles olhos que sempre pareciam caminhar comigo desde então. Olhos profundos, intensos, que brilhavam, que muito escondiam. Olhos belos onde me perdia. onde me achava... Tudo de uma vez.

E ainda bem que esse par de olhos também me viu, e o dono quis me presentear com eles. Olhos que mudaram a minha vida, que vieram para ficar durante um bom tempo. Olhos que me olham, que me sorriem, que me abraçam, que andam de mãos dadas comigo e que hoje cuidam de mim.

São olhos que me dão um novo sentido para as coisas.

Um aviso: cuidado com as coisas banais, que de repente podem te pegar distraído e te virar do avesso.

- 2012

Às vezes você tem a sensação de que tudo vai chegar ao fim, de que não há mais nada a ser feito na vida: nenhum plano, sonho, vontade... Nada. Mas existem coisas e pessoas que podem, também, em um instante, fazer tudo mudar. Um sorriso bobo, uma pessoa, boas risadas com alguém, um abraço, o céu ou qualquer outro pequeno detalhe pode fazer a diferença. O modo como se vê e se está aberto para as coisas também influencia... O mais importante é você, como se sente, o quanto se gosta, o quanto seu jeito pode contagiar alguém.

A vida é realmente feita de momentos: alguns bons, alguns sem sentido, outros ruins... Mas a essência é que pode te trazer força. Como você vê o mundo hoje? Sendo pouco materialista, o que importa é minha relação com as pessoas e com a natureza. E assim, posso me sentir privilegiada: sou apaixonada pela vida pelo que ela é de verdade. Uma doce ilusão.

Gosto de viver voando, mas é com muita frequência que não consigo manter vôo. As coisas às vezes parecem ser mais difíceis por eu meio que não me encaixar naquilo que a sociedade diz ter se transformado. Mas vou aprendendo, me mantenho em silêncio ou falo somente quando necessário... E logo as pessoas e a natureza vem ao meu encontro. Hoje, já me conformo melhor de que não vou viver em um mundo perfeito, onde posso mudar as pessoas e fazê-las acreditar naquilo que eu vejo com o certo, mas posso me tornar uma peça de suas vidas, bem como elas podem na minha.... E assim, vou daqui de cima do céu, vivendo o que é belo, fazendo o que eu gosto, e sendo como sou.

- 2012
Olho para o céu e vejo que as nuvens escondem o sol, que consegue aparecer muito pouco... Bem como eu escondo as coisas que sinto. Será por medo, será por motivo algum? Não sei explicar o que acontece, mas há algo automático em mim que faz com que eu me feche, prenda e guarde isso, como se fosse somente meu. E eu acho injusto fazer isso comigo, com as pessoas... Não deveria ser um direito sorrir tendo a beleza que é o espetáculo que ocorre quase todos os dias no céu, quando o sol surge no meio das nuvens?

E, com isso, o céu fica vazio. Tudo vai embora... Bem como os sentimentos e pessoas que eu deixo passar. Às vezes sinto um tanto, mas às vezes não sinto nada, como se fosse uma consequência. E eu sinto que, se eu não fizer nada, não me esforçar para mudar isso, continuará a acontecer. E o meu grande receio, mais do que demonstrar e confiar nas pessoas, é perdê-las... Um pouco contraditório, ao que me parece.


Todos somos como um céu, com um coração representado por nuvens, cheios de sentimentos, como um sol. Mas o sol nem sempre espera... A função dele é te fazer feliz, porém se você demonstra não o querer e não se importar, tende a acabar como um céu sem nuvens e sem sol, que aos olhos das pessoas são tristes e feios, e poucos querem se aproximar.


Um fato sobre os céus vazios, que poucas pessoas sabem: pessoas são capazes de enchê-los novamente de sentimentos e alegrias, basta que fiquem por perto.

E que o céu desta vez venha diferente.

- 2012